Mentir no currículo não vale a pena, dizem especialistas


Mentir no currículo não vale a pena, dizem especialistas

Na busca por emprego, especialistas dizem que mentir no currículo não vale a pena.

O salário antigo, a universidade cursada, conhecimentos de idiomas, experiências em voluntariados, uma demissão. São esses os temas sobre os quais as pessoas mais passam informações não verdadeiras durante os processos seletivos para concorrer a vagas de emprego, segundo a consultoria Luandre. Renata Montone, coordenadora de Recursos Humanos da empresa, no entanto, diz que a situação real do candidato é quase sempre descoberta pelos recrutadores.

— Em algum momento, é feita a checagem. Se o cargo pede conhecimentos em outros idiomas, haverá uma entrevista, um teste para comprovar o que o candidato diz — afirmou Renata, recomendando sempre a sinceridade: — Você pode achar que vai ser eliminado, mas, dependendo da situação, os requisitos podem ser até flexibilizados, pois você demonstrou vontade. Mentir, ao invés de abrir, fecha portas.

De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa de seleção Robert Half, três em cada quatro empresas já eliminaram candidatos porque encontraram inverdades em currículos. Mario Junior, da S2 Consultoria, explica que há dois tipos de estratégias usadas pelos candidatos para fazerem parecer o que não são.

— De todos os currículos, 42% têm algum exagero ou mentira. O exagero é aquela situação em que a pessoa diz que é muito experiente em uma atividade que ela executou apenas poucas vezes ou reforça uma habilidade, mas não é aquilo tudo. Na mentira, a pessoa afirma ter uma habilidade que não tem, fala de uma atividade que nunca foi executada — disse Mário.

No caso de haver alguma limitação para um cargo, o melhor é reconhecê-la e demonstrar que busca ferramentas e estudos para saná-las. Veja alguns exemplos de como lidar com isso a seguir.

 

Dicas importantes de currículo

Fonte: Jornal Extra